Olar! Sou o Berin e aqui seguem dicas, links e informações de lugares que eu gosto de ir quando tenho a oportunidade de voltar ao Rio. Aproveitem!
Lapa, berço do samba, boemia e boa comida carioca. Meu roteiro clássico envolve passeio turístico, comida e samba no final. Ideal de começar no final de tarde para aproveitar o por do sol e já estar pela área para ir a uma roda de samba.
Primeiro, de barriga vazia, vem a parte turística. Um bom caminho é começar pela Cinelândia onde já se podem ver importantes edifícios da cidade como o Teatro Municipal, a Biblioteca Nacional e a Câmara Municipal do Rio. Todos esses prédios podem ser visitados e vale dizer que o teatro e a biblioteca são deslumbrantes!
De lá, seguimos a pé para um dos principais postais da cidade: os Arcos da Lapa e, bem perto de lá, a Escadaria Seralon. Os dois são mais bonitos de se visitar durante o dia e, preferencialmente, fim de tarde. Depois de tirar as fotinhas por aí, é hora de começar a se preparar pra uma noite de samba.
Recomendo uma janta reforçada no Nova Capela, um dos restaurantes mais antigos do Rio (desde 1903) com um atendimento clássico. Muita fartura na comida de uma cozinha carioca clássica. De barriga cheia, começamos a esquentar pro samba. O lugar ideal pra isso é em pé, em frente ao Bar da Cachaça. Como o nome sugere, é um bom lugar para tomar cachaça. Recomendo muito a Gengibrela (um mix da Cachaça Gabriela com um licor de gengibre) ou então uma Cachaça de Jambu safada. Quando o corpo começar a esquentar, é hora de ir pro samba! Aqui, tenho 3 indicações para diferentes perfis:
- Vaca Atolada: um bar pequeno, um inferninho do samba e uma das rodas de samba com mais identidade do bairro. Quando o samba come, o espaço fica bem pequeno. É calor, corpo com corpo, suor com suor e todo mundo cantando samba.
- Beco do Rato: um templo do samba, mas menos claustrofóbico e com mais área aberta do que em relação ao Vaca Atolada. Como o nome diz, fica num beco que tem muita história no Rio, passando desde um refúgio da contravenção para ser a casa de Manoel Bandeira no Rio. Aqui vale uma menção honrosa ao Bar do Adalto, na esquina do beco, que é um verdadeiro botequim carioca.
- Carioca da Gema ou Rio Scenarium: esses dois são mais formatados para turistas mesmo, mas de vez em quando tem boas rodas. Recomendo se estiverem viajando com pessoas mais velhas ou se a ideia de conforto e ar condicionado forem muito importante para vocês.
Do outro lado da Baía de Guanabara está Niterói, um amor pessoal. Recomendo reservar um dia para passear pela cidade que, além de belas praias, tem muito boa comida e é a cidade com o maior número de edifícios desenhados por Oscar Niemeyer.
Antigamente, aos domingo, a travessia pela baía era com os catamarãs antigos. Um charme só. Mas não sei se estão em atividade até hoje. De qualquer maneira, o caminho mais bonito é pela água pelas barcas que saem da Praça XV, no Rio de Janeiro, em direção a Niterói.
Para quem gosta de arquitetura, o caminho Niemeyer é uma excelente ideia, com o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) como ponto alto do roteiro. De lá, dá para seguir a pé pela orla da praia do Ingá seguindo até Icaraí, onde se pode visitar o Campo de São Bento, também conhecido com o o Central Park fluminense. Aos sábados tem uma feirinha com comida e artesanato que vale a pena visitar.
Se for pra Niterói e quiser passar o dia, recomendo suas praias. Minhas duas favoritas são Itacoatiara e Camboinhas, por motivos diferentes.
Itacoatiara é linda, linda, linda, mas é mais praia de surf então não é todo dia que é tranquilo de mergulhar. Além disso, não tinha muita estrutura de barraca pra alugar, mas não sei como está hoje em dia.
Já Camboinhas, é minha praia padrão pra ficar de boa. Tem muitos quiosques onde se pode usar as barracas, pagar uma batata ou qualquer porçao e curtir a praia. O mar é bem menos agitado e mais indicado para quem tiver criança. Ambas ficam na região oceânica de Niterói, o que significa uns 30/40 minutos de carro saindo das barcas.
Para comer, tenho 3 lugares do coração da cidade:
- Mercado de Peixe São Pedro: chegando e olhando o térreo vai parecer ser só um mercado de peixes comum, mas o segrendo está no primeiro piso. Lá você vai encontar um monte de restaurantes de frutos do mar. O bonito mesmo é: comprar o que você quiser comer no mercado, subir e pedir para que preparem para você. Você paga uma taxa pelo serviço, mas tem a experiência de comer o que você escolher. Aos sábados e domingos o mercado fica bastante cheio;
- Caneco Gelado do Mario: tradicional boteco de Niterói que funciona desde 1969 e é conhecido pela balcão do Seu Mario e sua incrível receita de bolinho de bacalhau;
- Gruta de Santo Antônio: restaurante português aberto há décadas. É o mais caro dos 3, mas aqui, seguramente, você encontra um dos melhores pratos que levam bacalhau da sua vida;
Outra opção para se visitar na Baía de Guanabara é a Ilha de Paquetá. Do mesmo terminal de onde saem as barcas para Niterói, saem as outras para a ilha. Um lugar extremamente charmoso.
Antiga região portuária do Rio que foi refém de um recente projeto de "revitalização". Aí se encontram 2 dos mais novos museus do Rio: o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio. Recomendo ir de metrô até a Igreja da Candelária e, de lá, seguir a pé até a Praça Mauá.
Como parte desse processo de "revitalização", o Morro da Conceição começou a ser ocupado por artistas com seus ateliers. Em alguns dias do ano, eles ficam abertos para visitação. Mas, mesmo com eles fechado, vale uma passeio pela área onde está a rua com nome mais charmoso da cidade, a Rua do Jogo da Bola.
Descendo o morro, chegamos à Pedra do Sal, um marco histórico da cultura negra e do samba. Aí tem rodas de samba quase todo dia, mas há muito tempo que não vou. Já escutei amigos que ainda moram no Rio que já não está tão boa assim, mas fica a indicação.
De qualquer maneira, se o samba não estiver bom, é só cair pro Largo do São Francisco da Prainha (que também foi "revitalizado") ontem tem o incrível Angu do Gomes, onde se encontra, possivelmente, o melhor angu da cidade.
Vale a pena ir passar uma tarde na Praia da Urca que, apesar de nem sempre boa para banho, é extremamente linda e charmosa. De lá se consegue alugar passeios de barco pela Baía de Guanabara também.
Na volta da praia, é chop na mão, pôr do sol na cabeça e bunda sentadinha na Mureta da Urca. Atravessa a rua para pegar um chop e um petisquinho e gol. Coisa fina.
Na saída da Urca, temos Botafogo, que tem diversas regiões boêmias espalhadas pelo bairro, além de muitos cinemas. Uma das partes de bares é região da estação de Metrô, conhecida como Baixo Botafogo. Além disso, temos a clássica Cobal do Humaitá e a Rua Arnaldo Quintela, hoje a parte mais badaladinha do bairro.
Mas o meu coração mora no Galeto Sat's. Aberto até alta madrugadas, um verdadeiro templo carioca para quem gosta de tomar um chopp bem gelado e comer bem. Pede o sashimi pro garçom e seja surpreendido pelas tirinhas filé mais macias da sua vida.
O chorinho é a música de formação do Rio de Janeiro tendo, até hoje, Pixinguinha como seu gênio maior. Vivemos um momento de reencontro da cidade com essa música e aqui deixo indicação de 2 lugares para ouvir boas apresentações de choro: Casa do choro e Glorioso Cultural Bar
Outras 2 rodas de samba que quero listar aqui é o mais que clássico Samba do Trabalhador, às segundas-feiras, no Clube Renascença e o Batuque no Coreto, aos sábados na Praça São Salvador. Saindo de lá, uma parada no Café Lamas é garantia de comida boa e farta.
Aqui fica uma lista de outros lugares que gosto mas que não sei encaixar em roteiros muito bem definidos:
- Apesar do Jardim Botânico ser muito bonito, gosto mais de ir ao Parque Lage. Além de ter uma certa imersão na natureza, há também o palacete com o seu famoso espelho d'água. Vale a pena conferir a programação de exposições e mostras. Pra comer por perto, aconselho o Filé de Ouro.
- Outro lugar com comida muito boa e barata é o CADEG, o Mercado Municipal e de flores do Rio. Tem vários restaurantes de comida portuguesa tocado pelas mesmas famílias até hoje. Se quiser fugir do roteiro mais mainstream do Rio, vale muito a pena.
- O balcão do O Carangueijo. Aqui não tem erro. É pedir um choppe e a melhor casquinha de carangueijo que você vai comer na sua vida. É pra comer em pé, com farofa de dendê e muito molho de pimenta.
- Acesse o La Cumbuca, um excelente guia cultural e musical da cidade. Todo mês eles fazem um compilado com quase todos os shows e festas que você pode encontrar na cidade e que não estão necessariamente sob o radar mainstream. Além disso, durante o Carnaval, eles divulgam listas de blocos oficiais e não oficiais espalhados pela cidade.





